Perfil químico e avaliação das atividades antioxidante e antimicrobiana do fruto de Annona squamosa L [recurso eletrônico]
Dissertação
Português
Uberaba, MG : [s.n.], 2026.
74 f. : il. ; 33 cm.
Orientação do Prof. Dr. Luís Carlos Scalon Cunha.
Dissertação (Mestrado)- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, Campus Uberaba, 2026.
Inclui bibliografia
A Annona squamosa L. é uma espécie nativa no Brasil conhecida como fruta do conde ou pinha. O fruto do conde possui uma polpa branca e adocicada, sendo amplamente apreciado no Brasil e em diversos países tropicais. Ele é consumido principalmente in natura, sendo aberto manualmente para retirar a...
A Annona squamosa L. é uma espécie nativa no Brasil conhecida como fruta do conde ou pinha. O fruto do conde possui uma polpa branca e adocicada, sendo amplamente apreciado no Brasil e em diversos países tropicais. Ele é consumido principalmente in natura, sendo aberto manualmente para retirar a polpa e separar as sementes. Além do consumo direto, o fruto também é utilizado na preparação de sucos, sorvetes, mousses e doces, devido ao seu sabor marcante e aroma característico. Diferentes partes da planta já demonstraram diversas atividades farmacológicas, incluindo ações analgésica, anti-inflamatória, antimicrobiana, antidiabética, inseticida, antiviral, antitumoral e antioxidante, entretanto, a maioria das pesquisas concentra-se nas folhas, cascas, raízes e sementes. Este trabalho teve como objetivos analisar o perfil químico, o teor de compostos fenólicos e as atividades antioxidante, antibacteriana e antifúngica dos extratos etanólico e hidroetanólico (Etanol:água 70:30 v/v), bem como as partições em hexano, diclorometano e acetato de etila obtidas a partir do extrato etanólico. A partir das análises por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (CLAE-EM) foi possível anotar a presença de ácidos orgânicos, ácidos fenólicos, flavonoides, taninos, alcaloides, cumarinas, terpenos, acetogeninas, ácidos graxos, esfingolipídeos, glicerídeos e aminoácidos nos extratos e partições. Entre as amostras investigadas, o extrato hidroetanólico evidenciou maior teor de fenóis totais (5310 mg de EAG/100 g de extrato) e maior atividade antioxidante pelos métodos do radical DPPH (92,79 % de sequestro), FRAP(89,45 ?mol ET/g extrato) e ABTS (87,13 ?mol ET/g extrato). A atividade antibacteriana foi realizada pelo método de microdiluição em caldo contra diferentes micro-organismos bucais e os extratos hidroetanólico, etanólico e a partição hexano inibiram o crescimento de todos as bactérias com concentrações inibitórias mínimas variando entre 3,9 e 2000 ?g/mL. Com relação à atividade antifúngica o extrato hidroetanólico foi o mais ativo contra todas as espécies de Candida testadas com concentrações inibitórias mínimas variando entre 23,43 e 187,5 ?g/mL. Especialmente para Candida auris, uma espécie de fungo emergente e altamente preocupante por causar graves infecções e apresentar resistência a múltiplos antifúngicos, a concentração inibitória mínima encontrada para o extrato hidroetanólico foi de 93,47 ?g/mL. Os extratos e partições do fruto do Conde demonstraram capacidade antioxidante e indicaram ser promissores como agentes antibacterianos e antifúngicos. Os resultados evidenciam o elevado potencial biológico do fruto do conde, destacando-o como uma promissora fonte natural de compostos bioativos com aplicações relevantes nas áreas alimentar, farmacêutica e biotecnológica.
Palavras-chave: Annonaceae; extratos bioativos; acetogeninas; CLAE-EM; fruto do conde; atividade antifúngica.